Azar, Humor, Reflexão

Meu 11 de Setembro!

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” Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, acordei e fiz o de sempre: liguei a TV. Porém, assim que o Bob Esponja foi interrompido, senti que algo estranho tinha ocorrido. Na Rede Globo repetia-se a imagem de um avião se chocando contra uma torre nos EUA.

E em minha ingenuidade cheguei a comentar em voz alta:
– Porra, filme essa hora da manhã?

Mais daí comecei a passar os canais buscando algum desenho e nada além de imagens diversas do prédio saindo fumaça. Confesso que demorei mais do que a maioria dos brasileiros a perceber o que estava acontecendo.

Foi aí que andando pela casa, tropecei em minha pasta de recortes de jornais e revistas sobre vida extraterrestre e abdução alienígena. Não era segredo para ninguém o quanto eu curtia esses mistérios do Universo. A imagem da Casa Branca sendo destruída por um laser no filme INDEPENDENCE DAY me veio à mente e saí correndo pra sala, apontei pra TV e gritei:

– Ahhh eu sabia! Eles invadiram o planeta! – Meu Deus pegaram os EUA! – disse com a mão na boca.

O pânico tomou conta de mim, afinal a maior potência do mundo tinha sucumbido perante aquele surpreendente ataque. O que me acalmou um pouco, foi saber que o Brasil não representava uma ameaça maior que uma minhoca, porém, temi pelos chineses e pela Europa, julguei que eles seriam os próximos a serem destruídos. Mas eu não era nenhum especialista em guerra. Os planos dos nossos amigos (ou inimigos) do espaço poderiam mudar.

Corri para o livro “A Guerra dos Mundos” do visionário H. G. Wells buscando alguma instrução sobre como me proteger. Eu já tinha lido e relido o livro, entretanto, o momento terrível que o planeta se encontrava pedia uma nova leitura. Minutos depois, um outro avião mergulhou na torre ao lado da que pegava fogo – e tudo se confirmou quando soube dos ataque ao Pentágono e a evacuação dos funcionários da Casa Branca.

Assustado, deixei o livro cair no chão e senti meus pêlos eriçados, uma reação natural frente o perigo iminente. Minha tese sobre ataques massivos alienígenas se fazia justificada. Liguei para a Central Globo de Produções, queria falar com algum âncora do noticiário ao vivo. Mas desligaram na minha cara TRÊS VEZES quando pronunciei a palavra “marcianos” e eu desisti. Xinguei bastante ao perceber o quanto estava sozinho e impotente.

Por fim, minha mãe me ligou e disse ter sido um ataque terrorista. Pulando pela sala estava prestes a dizer o que eu já sabia. Mas mamãe acabou com minhas esperanças ao dizer que o ataque tinha sido realizado por HUMANOS. Não é preciso dizer o quanto estava frustrado com aquela informação. Acreditei tão fortemente em algo e de repente tudo tinha virado pó.

Bem, este foi meu 11 de setembro.”

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Reflexão

Informações Confusas

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Estava lendo na embalagem do meu teclado algo, no mínimo, curioso. Isto é, aqui diz que as teclas tem “durabilidade de 10 milhões de toques” e minha mente fértil floresceu:

“Quantas letras eu já digitei aqui?”
“Quantas palavras?”
“Quantas vezes adormeci ao PC debruçado sobre o teclado?”

É como no episódio do LOST onde imaginávamos o que aconteceria caso as pessoas não digitassem aquele número. Será que meu teclado explodirá quando eu atingir a marca?

E não menos importante: Como FUNCIONA a garantia desse troço? Como provar que digitei somente cinco milhões de vezes e o teclado quebrou? Ahhhhhhhhhhhhhhhh

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Humor, Reflexão

Receita do Sucesso

 

Einsamer Mensch - Endzeitstimmung

Sabe, meu sucesso na vida, meu sucesso como pessoa e até mesmo como amante pode ser atribuído a preguiça, meu maior pecado. Daí nunca ter usado drogas – pela preguiça de arcar com os resultados danosos da mesma. Mentir também é algo que me dá preguiça, pois falta-me paciência para inventar novas mentiras para encobrir a original.

Costumo fazer um ótimo trabalho nas empresas por onde passo. Não é o profissionalismo que me alça ao time dos melhores, nem mesmo ser focado no que faço – é a preguiça, novamente ela, que me tornou um vencedor. ELA, que costumo apelidar de um modo carinhoso, me impediu na idade adulta de fazer sim muita merda – justamente por pensar nas consequências dos meus atos.

Vê se pode, eu podendo estar dormindo ou bebendo com os amigos ter de resolver problemas por ações impensadas? Logo, evito qualquer tipo de trabalho extra. Então acerto logo de primeira o que deve ser feito e como deve ser feito.

Nunca teria chegado tão longe na vida sem minha sagrada PREGUIÇA! Deus abençoa quem é preguiçoso.

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Mulheres, Reflexão

Cabelos e mais cabelos

Muitos amigos compartilham comigo suas agruras quanto ao Universo Feminino. Taxam as mulheres de enigmáticas, inconstantes e finalizam dizendo que são um um completo mistério.

Bem, eu também as considero misteriosas, pois, até hoje não compreendi a habilidade nata que tem para prender os cabelos. Usam facilmente qualquer objeto para penteados mais simples e até mesmo para os complexos. E com uma rapidez sem igual!

E vai e prende e mexe, enrola, faz um coque, solta o coque porque não ficou bem preso e por aí vai.. E eu com aquela cara de babaca, acompanhando tudo.

Creio que as mulheres herdem este dom das mães durante a gestação ou então este conhecimento seja passado através do leite materno, visto que até mesmo crianças sabem prender os cabelo com extrema facilidade.

Por vezes fico hipnotizado, distraído por todos aqueles movimentos. E claro.. Peço igual criança: “Faz de novo??”

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Reflexão

Fábrica de louças de barro

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Pouca gente sabe, mas o nome do meu bairro em inglês significa Fábrica de louças de barro. Porém, não há nenhuma fábrica do tipo por aqui. Neste caso a atração principal fica por conta da velha linha férrea que corta o bairro onde coelhos dividem o espaço com mendigos.

O morador mais antigo do meu bairro é a “pretinha” – uma cadela que mora ao lado da cabine policial na praça principal. Ela tem até uma casinha construída especialmente para ela! Quando nossos valorosos policiais não ficam na cabine lendo jornal, atiram suas armas ao longe e a obediente cadelinha vai lá buscar. É um divertido passatempo.

De resto, temos um grande supermercado aqui e um de meus melhores amigos trabalhou lá. Sua função era matar os ratos que moravam no estoque. Por vezes, o via correndo em meio aos clientes com uma vassoura na mão. Era divertido.

Bem, o jeito é voltar a fabricar louça de barro!

 

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Mulheres, Reflexão

Brasil da desilusão

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Nos filmes hollywoodianos é comum assistirmos a cenas onde atores pilotam carros antigos que não perderam o charme, charme este que permanece inalterado décadas depois.

Como por exemplo, o Impala (1967) conduzido pelos irmãos Winchester no seriado americano “Supernatural”. Assim como belas atrizes conduzindo Camaros, Cadilacs, Corvettes e outros carros que povoam nosso imaginário.

E em nosso país tropical é comum encontrarmos mulheres dirigindo carros antigos (a nata dos clássicos nacionais), como por exemplo: Fuscas, Chevettes, Uno Mille e Gol de gerações imemoriais – aos quais não temos saudades. Tais carros não possuem o mesmo charme dos carrões americanos.

Observar uma bela mulher conduzindo uma máquina possante sempre fez meu imaginário desde a adolescência. O problema são os carros nacionais que nem um belo par de pernas salva. É olhar uma vez e só. Esse glamour dos carros brasileiros antigos afasta os homens de bem. E os bandidos também!

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