Azar, Humor Ácido

Programação Saudável

TEENAGE CHILDREN WATCH TV - TELEVISION WESTERN, 1956Certa vez, zapeando pela tv à cabo na casa de meu avô, topei com o filme do canal 150 da SKY – que não era um dos filmes mais saudáveis para assistir com familiares.

A não ser que você não veja problemas em gritar para sua mãe, na cozinha: “Mãe tá passando “Dando de Primeira” na TV, corre!”

Na pressa para mudar de canal, fiz malabarismo com o controle remoto e apertei vários botões. Porém, senti meus dedos moles como borracha – fruto do nervosismo – pois, a sala estava cheia de crianças.

À exceção deste fato, foi uma animada manhã no interior de Espírito Santo.

Padrão
Reflexão

Doutor Google

118005_697x437_crop_5737969f5ad87Quando ficamos doentes e os beijos da mãe ou os chás milagrosos da avó não surtem efeito, corremos para o GOOGLE – tudo para NÃO ir ao médico.

E acredito que existam alguns padrões em toda clínica ou hospital. Primeiro, a TV está sempre no volume mínimo e quem não tem facilidade com leitura labial não consegue entender o que as pessoas falam entre si. Apenas fica olhando a imagem pra ver se a hora passa mais rápido.

As cadeiras são um show à parte. 

Aquele ar inofensivo logo se desfaz assim que o rabo começa a reclamar. É como se a espuma se dissolvesse a partir do momento que sentamos nela. E você se mexe, joga mais o peso pra um lado, alternando a bunda que ficará sentada. E quando nada resolve troca de cadeira, achando que a sua é que estava ruim. Ou simplesmente fica em pé.

Algumas pessoas logo passam sua frente e percebemos que casos emergenciais tem prioridade.

É hora de lançar mão de todas as expressões de dor que vc conhece, se gemer em voz alta melhor ainda.

Se pudesse até se jogava no chão, fingindo um desmaio. Mas com vergonha, resigna-se a apenas apoiar-se em quem está do seu lado e reclamar da vida.

É, meus amigos. Foi-se o tempo que quem tinha plano de saúde recebia alguma mordomia.

Padrão
Humor

Pai gente boa

awkward-moment

Ouvia música com um amigo em seu quarto quando seu pai abriu a porta exasperado:

-Meu filho, a locadora vai fechar!
-Qual o problema pai? É só ir lá levar. – meu amigo respondeu.
-Como faz pra rebobinar o DVD? Fala logo!! – disse o pai apressado.

Meu amigo nada disse, apenas deu um chute na porta, fechando-a na cara do pai.

Eu fingi que ia espirrar e não me contive: gargalhei atrás das mãos.

Padrão
Humor

Rico por um dia

does-money-alone-make-you-rich-900x600Certa vez, carreguei em meus braços, cerca de R$ 50 mil reais em modestas notas de R$ 50 reais.

Sim, meus amigos eu dei essa sorte. Mesmo que por apenas uns exíguos minutinhos. É que eu trabalhava no Banco do Brasil e num desses momentos únicos da vida, uma bancária me pediu ajuda para carregar esse montante até o cofre. Disse-me ela:

– Matheus me ajuda a carregar isso aqui.

Eu que estava distraído conversando com os outros bancários e quase desmaiei quando me virei e vi aquele monte de notas caindo dos braços daquela senhora.

E quem diz que dinheiro não traz felicidade não sabe o que diz, eu decreto.

Caminhei a passos lentos até o cofre, mesmo que ele ficasse apenas a alguns metros de mim. Queria sentir mais aquele calorzinho gostoso daquela pilha de dinheiro nos meus braços (magros) fortes.

O leitor pode estar se perguntando quem seria o dono daquele dinheiro. Bem, o dono já tinha saído por aquelas portas de vidro. Era de um General do exército.

Só não saí correndo com o dinheiro daquele banco, pois certamente seria alvejado e morto tão logo tocasse os pés fora do BB. Sim, eu estava num dos bancos em um dos locais mais seguros do Rio de Janeiro, o Arsenal da Marinha.

E só mesmo num lugar como estes para militares passearem tranquilamente com tanto dinheiro de uma só vez. Foi épica aquela tarde.

Padrão
Azar

Viagem Maldita

taxi-em-png-queroimagem-ceiça-crispim.jpg

Às 5 da manhã chegava ao RJ, após uma dura semana de trabalho no estado ao lado. Dentro de um amarelinho, o motorista puxou papo: “O outro taxista achou que você era mais um turista paulista, por isso cobrou o dobro da corrida!” – disse aquele estranho com dificuldade em manter os olhos na estrada. A fortíssima gripe contraída na sexta tinha minado minhas energias. Ou seja, eu não ligava pra nada. Eu só queria dormir.

Cheguei ao meu bairro e com muito custo abri o portão. Comecei a subir as escadas segurando como podia três malas recheadas de roupa suja. Só mais um degrau e.. lá estava eu todo torto deitado na escada. Por um milagre não quebrei o meu braço e nem o presente de Bia – a caçula.

Ralado e descabelado, engatinhei rumo à porta de casa e sorri com saudades do meu apê bagunçado.

Padrão
Azar, Infância, Reflexão

Pinóquio

nysqi7iiprdbpp53sl2vEm minha infância era comum surgirem pequeninas manchas brancas em minhas unhas: Você anda contando muitas mentiras – dizia minha avó. E realmente eu contava. E INFELIZMENTE as unhas me denunciavam.

Ouvi tanto isso que cresci com esta convicção. E mesmo depois de completar 20 e poucos anos ainda tinha essa ideia em mente.

Se já era difícil ficar uma semana inteira sem mentir, que dirá o mês inteiro! Mas o sacrifício para ter unhas bonitas valia a pena. Sem falar no constrangimento de ser apontado na rua como mentiroso. Ou pior, uma paquera reclamar que menti só para ganhar uns beijinhos.

Curioso que deixei de acreditar nisso sozinho. É como o Coelhinho da Páscoa e o Papai Noel – simplesmente um dia você os abandona e segue a sua vida. Mas até este dia chegar, passei vergonha por ter aquelas manchinhas nas unhas.

Mas o receio ainda existe, por isso, só conto a verdade, ultimamente. Ou tudo não passa de uma mentira? Fiquem com a pulguinha atrás da orelha!

Padrão
Azar, Mulheres, Uncategorized

Bala Juquinha

bala-juquinha

Tive uma namorada que era vizinha do famoso criador das Balas Juquinha. Ele morava numa casa bastante simples – que ocupava um quarteirão INTEIRO em Praça Seca/RJ.

Os muros eram altíssimos e volta e meia algum curioso ficava parado em frente a porta principal da residência tentando ver alguma coisa pelas frestas. Durante os 3 anos de namoro eu só vi uma única vez aquelas portas se abrirem. E foi para que um comboio de carros entrasse.

Não me detive em olhar o máximo que pudesse lá dentro. Menino pobre, do subúrbio é assim. Foi como a primeira vez que fui a um shopping center.

Pessoas andavam de lá pra cá enquanto os carros estacionavam. O caseiro usava um chapéu de palha e sorrindo veio em minha direção, batendo, gentilmente, a porta na minha cara.

Naquela época, eu era bastante tímido – e me arrependo disso.
Devia ter gritado, implorado por um pacote de balas, justo a minha PREFERIDA!

Padrão