Azar, Humor

Lei da Atração

correndonachuva

Retornava da academia com um amigo e decidimos fazer um tour pelo bairro, caminhando a pé para casa. Me recordo que o tempo quente e seco me obrigou a tirar a camisa e exibir meus músculos inexistentes. Porém, como num passe de mágica o ar frio cruzou conosco – prenúncio de chuva – e vi pessoas correndo.

Dei muita risada pensando no porquê carioca ter tanto medo da chuva. Na rua seguinte, avistei jornais, sacos plásticos e outros objetos fazendo coreografias no ar. Próximo a cena, um enorme papelão tentava se juntar a festa e um morador de rua erguia os braços para recuperar sua cama.

A forte ventania varria as ruas como uma enorme vassoura e seguindo seu curso nos atingiu em cheio. Meu corpo suado magnetizou todas as sujeitas possíveis trazidas pelo vento. A poeira negra vinda do asfalto me deixou bronzeado como jamais ficara.

– Ao menos o gari trabalhará menos amanhã. – comentei com meu amigo que parecia saído de uma mina de carvão. Mas a piada não foi suficiente para aplacar o mal humor do meu amigo. Weverton que é mais gordinho do que eu lembrava perfeitamente aquelas esculturas antigas de barro, com aquela barriguinha avantajada.

Logo, senti um gosto forte de canela. E subitamente, enfiei a mão suja na boca tirando vários pedaços de embalagem TRIDENT canela.

Completamente irados, fizemos sinal a alguns ônibus que não pararam, de certo achando que fossemos mendigos. Bem, o jeito foi andar os quilômetros restantes a pé.

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