Ônibus, Humor

Obra do Acaso

e4tdvak5dtxtcwb3q3yjVagava em um ônibus qualquer aqui no Rio de Janeiro absorto em meus pensamentos quando ouvi a inconfundível campainha do ônibus tocar. Movido pela curiosidade, fingi uma leve espreguiçada enquanto virava a cabeça para o lado observando quem iria descer, porém, ninguém veio. 

Sem ouvir mais sons, olhei pra trás e qual não foi minha surpresa ao perceber que estava sozinho naquela lata velha. Como já iria descer me levantei e me pus a procurar entre os bancos vazios alguma criança traquina ou algum anão querendo me sacanear.

É, eu estava mesmo sozinho… Que fúnebre! Diante do olhar inquisidor do cobrador pus as mãos ao alto e disse:

– Fui eu que toquei não, moço!

Já fora do ônibus relaxei enquanto pensava que não seria possível algum espírito em sã consciência querer assombrar um ônibus. Seria muita HUMILHAÇÃO no Reino dos Mortos.

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