Azar, Natureza

Simbiose

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Noite passada, caminhava apressado pelas ruas de meu bairro. De barriga vazia procurava algum comércio aberto vendendo comida de qualidade, bem não encontrei e decidi ir para um trailer onde vendiam sanduíches.

E eis que ao passar por frondosas árvores senti aquele cheiro, aquela fragrância deliciosa, aquele odor ímpar de percevejo.

E comecei a me benzer, passando a mão por todo meu corpo achando que o bicho estava em mim. Baguncei o cabelo, sacudi minha camisa no ar, enfiei a mão até dentro da cueca na tentativa do bicho cair do meu corpo ou eu matá-lo com todos aqueles movimentos.

E deu resultado, o cheiro sumiu.

Passei pelo point do bairro onde só frequentam meninos e meninas que tem idade para serem meus filhos, os ignorei. Rumei para meu destino e lá sentado esperando meu lanche, senti novamente aquele cheiro de percevejo.

Segurei firmemente o grito quando vi aquele bicho pousado no meu ombro esquerdo. Motivado pelos excessivos filmes de ficção científica que assisto, imaginei desde o bicho voar na minha cara e me cegar com aquele pó das asas a morder minha pele e me passar uma doença terrível. Quase tive um treco!

Para não alarmar as pessoas que lá comiam com aquele nauseante cheiro, deixei nosso amiguinho da floresta no meu ombro até chegar na porta de casa. E o esmaguei carinhosamente dando uma ombrada na parede.

Adeus ser infernal!

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