Azar

Exame de Sangue

labwoman2Acordei cedo neste sábado disposto a analisar meu sangue. O papel da requisição dos exames já estava se desfazendo – um desses compromissos que a gente vai protelando indefinidamente. E lá fui eu.. em jejum por intermináveis 12 horas.

Aquilo era um martírio pra mim – glutão assumido. Cheguei ao laboratório Bronstein e sentei ao lado de algumas crianças com roupinhas da moda. E eu de bermuda, chinelo e boné – parecia até que tinha acabado de campinar a horta.

Me sentia fraco e sonolento naquela manhã (um Benjamin Button ao contrário) e inevitavelmente acabei cochilando. Minutos depois fui despertado agradavelmente por gritos infernais proferidos por aqueles pestinhas – o que conferiu um clima tétrico ante minha aproximação da salinha da coleta de sangue.

 A enfermeira era uma dessas mulheres que você vê na rua e que não te chama a atenção em nada, absolutamente nada. Porém, ela tinha um ar sereno e pacífico que lembrava meu pai. Então, tentei relaxar e fechei os olhos.

Entretanto, levei apenas alguns segundos para alterar minha expressão. Fiz um esforço hercúleo pra permanecer impávido e não cair no choro como meus coleguinhas. E ainda era bombardeado por frases:

 “Você não vai desmaiar, né?”,  

“Se sentir qualquer mal estar me fala, ok?”,  

 

“Estou te achando pálido, você vai vomitar?”

Depois do terceiro tubinho relaxei um pouco, estava ali sozinho e não tinha porque segurar minhas caretas e gemidos de dor. Foi um alívio! Finalmente.. cinco tubinhos coletados, eu já podia ir embora!

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