Azar, Infância, Insetos

Indiana Jones

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Faço parte de uma geração que cresceu assistindo filmes do Indiana Jones; as aventuras dele sempre me fascinaram. E certa vez decidi “desbravar” uma floresta próxima a casa de meu avô em ES.

Acompanhado de um primo – que sempre topava essas maluquices, cruzamos um pequeno riacho e adentramos uma floresta em que os mais velhos costumavam caçar rãs. A cada passo a vegetação se tornava ainda mais intransponível, era um mato espesso, que por vezes prendiam nossas pernas.

Meu primo ia na frente com o canivete cortando tudo que ele considerava “planta selvagem”. Ainda assim nossa pele foi bastante castigada no trajeto. Alegres pernilongos nos davam boas vindas a todo momento. Ficamos cortados e com coceiras.

Chegamos a um campo aberto que parecia saído das planícies tranquilas e verdejantes do Senhor dos Anéis. A natureza se mostrava complacente e me senti muito bem ali.

Pessoas do interior tem mania de não repetirem a palavra “cobra” no meio do mato, dizem que traz má sorte. E claro, esquecendo-me disto, apontei um movimento suspeito a minha esquerda e falei que poderia ser uma cobra. Ronaldo começou a gritar e a correr a ermo e fui atrás dele também gritando.

Cansados, chegamos a uma clareira onde retomamos o fôlego. E incansável no quesito “fazer merda”, pulei num declive. A terra era fofa, gostosa e não me importei quando meus joelhos sumiram. Mas as passadas ficaram difíceis, pesadas. Minhas pernas foram as próximas a desaparecerem, uma reação natural a meus movimentos. Meu primo distraído com outra coisa não percebeu que eu estava sumindo. Fiquei sacudindo os braços com a “terra” plana cobrindo meu peito. A essa altura eu já tinha chamado todos os santos que conhecia. E com dificuldade meu primo me ajudou a sair dali.

Poucas pessoas conhecerão além do cinema a sensação de pavor ao serem tragadas por areia movediça. Acertadamente, jamais tornei a cruzar aquele riacho que dava acesso a mata. Aquele lugar se tornou proibido para mim.

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Mulheres, Reflexão

Brasil da desilusão

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Nos filmes hollywoodianos é comum assistirmos a cenas onde atores pilotam carros antigos que não perderam o charme, charme este que permanece inalterado décadas depois.

Como por exemplo, o Impala (1967) conduzido pelos irmãos Winchester no seriado americano “Supernatural”. Assim como belas atrizes conduzindo Camaros, Cadilacs, Corvettes e outros carros que povoam nosso imaginário.

E em nosso país tropical é comum encontrarmos mulheres dirigindo carros antigos (a nata dos clássicos nacionais), como por exemplo: Fuscas, Chevettes, Uno Mille e Gol de gerações imemoriais – aos quais não temos saudades. Tais carros não possuem o mesmo charme dos carrões americanos.

Observar uma bela mulher conduzindo uma máquina possante sempre fez meu imaginário desde a adolescência. O problema são os carros nacionais que nem um belo par de pernas salva. É olhar uma vez e só. Esse glamour dos carros brasileiros antigos afasta os homens de bem. E os bandidos também!

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Azar

Vamos sair?

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Certa vez, uma cliente me convidou para nos conhecermos melhor fora do trabalho. Simplesmente, a última pessoa no mundo que imaginei atrair qualquer tipo de olhar, mas a vida é mesmo imprevisível, não é mesmo?

Por mensagem de texto, a bela morena insinuou que deveríamos assistir um filme no cinema – daquele jeitinho que só as mulheres sabem fazer; confundindo a minha cabeça e embaralhando meu juízo.

Um misto de surpresa e alegria pulsava dentro de mim. Eu sabia das implicações que isso acarretaria, mas no meu íntimo me enganava, dizendo a mim mesmo que não passaríamos dos olhares trocados durante a sessão de cinema. Mas, o fato é que eu estava mexido com tal encontro.

E lá fui eu tomar aquele banho! Busquei a roupa menos velha em meu armário e respondi o SMS. Ela respondeu imediatamente.

– Oi tudo bem? Adicionei você no Facebook, mas peraí… Você não é gay??

– Como assim?? Claro que não! – respondi incrédulo a tal pergunta.

E ela super fofa me explicando que na falta do seu cabeleireiro queria tirar uma dúvidas sobre o universo masculino, tendências no mundo gay e etc. Acreditem,  ela só me chamou pra sair para conversarmos “coisas de menina”.

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