Azar, Infância

Criança Terrível

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Desde novo, eu sempre aprontei o que me rendeu muitas cicatrizes e ossos quebrados.

E numa dessas vezes, quebrei o braço direito e o engessei por inteiro, creio que tinha uns quartoze anos aquela época. Passei um longo e tedioso período em casa, não podia sair, não podia brincar, enfim tinha que “sossegar o facho”, como dizia a minha mãe.

Só que criança não para quieta e sozinho descobri como tirar meu braço do gesso. E foi uma alegria só. Pulava, brincava.. e antes que minha mãe chegasse em casa, eu o colocava de volta e fingia ser um bom menino.

Eu ainda teria ficado mais tempo com o gesso só pra continuar sendo paparicado por todos da família, mas logo voltei ao médico e tirei aquele trambolho do meu braço. Diante das radiografias o médico me perguntou se tinha feito algo diferente nas últimas semanas e diante dos olhares severos de minha mãe, revelei ter tirado o braço do gesso “uma ou duas vezes”. Ele pensou um pouco e naquela serenidade toda mandou que eu olhasse alguns quadros que estavam pendurados na parede, ao meu lado esquerdo. Obedeci e quando estava distraído ele deu uma martelada no meu braço partindo de novo o osso mal calcificado. Só não posso mensurar a dor porque fazem muitos anos, mas lembro que chorei por uma vida inteira.

Ao final da consulta não foi preciso que prometesse manter o braço quieto dentro do gesso. E antes de ir embora, o Dr. Renato me deu um pirulito.

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